O AUMENTO DO TRÁFEGO NA INTERNET E A VULNERABILIDADE DE DADOS

 

As mudanças de comportamento em decorrência do isolamento social têm gerado crescimento na rede digital. O consumo via comércio eletrônico, o ensino a distância, o entretenimento (com destaque para os serviços de streaming) e o home office trouxeram um aumento no tráfego da internet. A Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) registrou crescimento de até 49% no volume de dados desde o início das medidas da quarentena. O Brasil Internet Exchange (IX.br), divisão de infraestrutura do Comitê Gestor da Internet no Brasil, apontou um fluxo de tráfego de 11 Tb/s em 23 de março, um valor atípico considerando que a média em 2019 foi de 4,69 Tb/s. Em comunicado oficial, o IX.br afirmou que o pico está diretamente relacionado à pandemia. E esse crescimento não se limita ao Brasil. No Reino Unido, o tráfego aumentou em 30%; nos EUA, cerca de 20%.

A VULNERABILIDADE DE SITES

Em paralelo ao aumento do tráfego, estão os cibercriminosos. Essa mudança rápida no comportamento de pessoas e empresas fez com que a proteção de dados não recebesse a devida atenção, o que levou a um baixo nível de segurança e um aumento da vulnerabilidade. Um alerta do FBI aponta crescimento de cerca de 300% no número de tentativas de golpes relacionados à pandemia nos EUA. As autoridades afirmam ser normal o aumento de phishing e tentativas de intrusão durante grandes eventos ou catástrofes, pois os hackers sabem que este momento de incerteza pode aumentar o sucesso de seus golpes. No entanto, os golpes relacionados ao coronavírus são o maior já registrado. A IBM Security, em seu relatório IBM X-Force Threat Intelligence Index 2020, já alertava para a grande quantidade de registros expostos (corporativos e pessoais). O relatório aponta que em 60% dos ataques de 2019, os criminosos se aproveitaram de credenciais roubadas ou de vulnerabilidades em softwares desatualizados de empresas. O phishing foi responsável por 31% dos incidentes; o uso de credenciais roubadas foi porta de entrada de 29% dos golpes; a verificação e exploração de vulnerabilidades resultaram em 30% dos ataques. “Medidas de proteção, como autenticação multifatorial e logon único (single sign-on), são importantes para a resiliência cibernética das organizações e a proteção e privacidade dos dados do usuário", relata Wendi Whitmore, vice-presidente da IBM X-Force Threat Intelligence.

AS PRINCIPAIS FONTES DE VULNERABILIDADES E COMO SE PROTEGER

Confira algumas formas através das quais você se torna vulnerável a ciberataques, e saiba como se proteger:

– cuide com softwares desatualizados. Verifique se os que rodam na sua empresa estão protegidos, e mantenha-os sempre atualizados. Falhas de segurança normalmente são corrigidas pelos desenvolvedores e disponibilizadas por meio de atualizações;

– falhas humanas, que ocorrem tanto na operação, executando códigos maliciosos ou através de senhas fracas, quanto na programação, através de falhas que deixam brecha em softwares. Portanto, é importante que a etapa de mapeamento de riscos seja cumprida;

– problemas de estrutura, como servidores mal configurados, ausência de firewall, antivírus e backup. Tenha uma equipe dedicada e qualificada para gerenciar sua estrutura de redes e computadores, e conduzir a gestão de riscos;

– para as empresas que têm e-commerce, é fundamental a parceria com um provedor de prevenção de fraudes. Assim, é possível aprovar com mais agilidade as transações idôneas e barrar as suspeitas, reduzindo possíveis prejuízos financeiros.

 

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