Um dos maiores eventos do e-commerce no Brasil, a Black Friday é uma tradicional data norte- americana que ficou conhecida por seus expressivos descontos em produtos e serviços. Implantada desde 2010 em terras tupiniquins, ela ocorre sempre na quarta sexta-feira do mês de novembro, podendo virar “Black Week”, e até mesmo “Black Month”, tendo em vista que muitas lojas estendem as promoções. Conforme relatório da XP Investimentos, a data é importante principalmente para as empresas on-line, pois o volume de vendas representa 4,5% do faturamento anual do comércio eletrônico. 

Para fins de comparação, os 10 dias que antecedem o Natal representam juntos 18%. De acordo com os dados da Ebit/Nielsen (empresa especializada em informações sobre vendas on-line no Brasil), as vendas no comércio eletrônico durante a Black Friday de 2018 chegaram a R$ 2,6 bilhões, alta de 23% em relação a 2017. 

O número de pedidos cresceu 13%, alcançando 4,27 milhões, enquanto o tíquete médio cresceu 8%, atingindo o valor de R$ 608. O número de consumidores únicos (que fez ao menos uma compra on-line) cresceu 9% em relação a 2017, representando 2,41 milhões de consumidores. Porém, nem sempre ela foi bem vista por aqui. 

No início da Black Friday, alguns lojistas elevavam o preço dos produtos alguns dias antes do evento para poder anunciá-los com falsos descontos durante a data. Isso fez com que o Procon de diversos estados brasileiros começassem a realizar um monitoramento de preços e ofertas, a fim de evitar esse tipo de fraude. O Procon de SP, em 2013, iniciou uma lista com lojas on-line não confiáveis que tiveram reclamações de consumidores registradas, e que não responderam aos clientes ou não foram encontrados. Mas, um estudo realizado pelo Google deixou claro que essa imagem negativa já foi transformada. 

Baseado em uma análise da opinião das pessoas sobre a data através de hashtags, 55% usaram termos positivos, como #descontodeverdade, enquanto apenas 8% citaram o termo #blackfraude e outros 37% utilizaram termos neutros, como #blackfriday. 

Também, segundo a pesquisa do Google, estima-se que 370 mil pessoas comprem pela primeira vez on-line na edição de 2019 da Black Friday. Entre os que já compram produtos no comércio eletrônico, 68% pretendem fazer alguma aquisição nesta edição. 

CRESCIMENTO NAS VENDAS

Que as vendas têm um crescimento nesta época o varejo brasileiro já sabe. Porém, segundo o estudo realizado pelo Google, as vendas em lojas físicas também aumentaram cerca de 3,5 vezes mais na data. 

Segundo o aplicativo Waze, há um salto de 68% de viagens que tem lojas físicas participantes do Black Friday como destino no período das promoções. As categorias com o maior fluxo de visitas no período foram Lojas de Departamento (143%), Móveis e Decoração (106%) e Livrarias (88%). Para 2019 já temos o dia 29 de novembro como data oficial, e os lojistas de todo o país já devem começar a preparar as ofertas para o evento. Mesmo acontecendo numa sexta-feira, o impacto sobre as vendas começa antes. 

Muitas lojas aproveitam para baixar seus preços durante a semana do evento, na chamada Black Week. 

O estudo do Google aponta que 16% das compras ocorrem antes da Black Friday, de segunda a quinta-feira, e outras 5% são concretizadas logo após a data, sábado, domingo e segunda-feira. Essa estratégia beneficia a todos, já que os lojistas têm mais tempo de venda e, consequentemente, faturamento, enquanto os clientes têm mais tempo para tomar a decisão de compra. 

Segundo pesquisa interna da Emailage, no Brasil, de 2017 para 2018, as transações na semana do Black Friday aumentaram em 14%. De acordo com essa mesma pesquisa, na América Latina, os setores que mais tiveram transações em 2018 foram o E-commerce (24%), Processadores financeiros/ Fintechs / Cartões (18%) e Companhias aéreas (17%). 

MAIORES APELOS E BARREIRAS DE VENDAS 

Alguns usuários ainda não estão acostumados a realizar compras on-line. Segundo pesquisa do Google, um dos grandes motivos são as fraudes, apontada por 40% das pessoas, já 38% preferiram ver os itens pessoalmente, e outros 23% não quiseram gastar com frete. 

Porém, os números mostram que muita gente está disposta a virar e-shopper, e a Black Friday é uma grande chance para essas pessoas entrarem no mundo das compras on-line, já que 1/3 dos compradores de 2018 eram iniciantes em Black Friday e 14% deles fizeram sua 1a compra on-line graças à data. 

A classe C é uma grande promessa para as compras virtuais e na Black Friday, já que neste grupo estão 71% dos compradores offline da data. Mas não é só de preço baixo que vive a Black Friday. A pesquisa do Google também mostrou que, apesar de a data ser baseada em preço baixo, os consumidores querem mais. 

Para 54% das pessoas, o fator de compra também está ligada à confiança e nível de serviço do vendedor. A confiança na loja é responsável por 16% da escolha, a confiança na marca e no produto é de 13%, pagamento parcelado é de 11%, valor do frete é de 10% e o tempo de entrega se baseia em 4% da decisão de escolha de compra. Por isso, é bom se preparar para oferecer diversos benefícios ao consumidor que vão além de um preço competitivo. 

NOVA FORMA DE COMPRA 

Além dos sites convencionais, as empresas estão investindo em novas formas de compras on-line, como os aplicativos. O Brasil está entre os principais países na utilização de aplicativos de varejistas. Segundo o Google, 57% dos e-shoppers brasileiros já realizaram compras através de um app. 

O Panorama Mobile Commerce, realizado pela Mobile Time em parceria com a Opinion Box, mostrou que, em março de 2019, as categorias mais vendidas através de apps no Brasil é de roupas (51%), seguida de eletroeletrônicos (46%) e refeições (41%). Já os aplicativos queridinhos dos internautas são do Mercado Livre (41%), Americanas.com (31%) e iFood (24%). 

Esse movimento também acontece no Black Friday, já que na semana que antecede a data a taxa de downloads de apps cresce em até 27%, comparada a 7% no restante do ano, de acordo com a AppAnnie. 

AS FRAUDES MAIS COMUNS 

O grande volume de compras nesse período é um prato cheio para os fraudadores. E muitas pessoas, empolgadas com a animação das boas compras, acabam se descuidando e caindo em golpes. Segundo Gustavo Carvalho, diretor comercial da Cybersource, o Brasil é um dos países com maiores índices de tentativa de fraude do mundo. Entre os golpes mais comuns durante a Black Friday estão o teste de cartões, o chargeback e o ataque a servidores.

No teste de cartões, os fraudadores possuem diversos dados em mãos, mas não sabem quais deles são válidos. Então, antes de arriscar compras de itens caros, eles testam os cartões em pedidos mais baixos, o que coloca em risco até mesmo as lojas virtuais menores.

O chargeback também é um grande fantasma do e-commerce. Ao receber a fatura e não reconhecer uma compra, o dono do cartão solicita o estorno ao banco ou ao adquirente. Uma vez aprovado o chargeback, é o lojista que arca com o prejuízo. 

No ataque aos servidores, os fraudadores buscam brechas de segurança no sistema do e- commerce. Se encontradas, eles conseguem acessar informações confidenciais da loja on-line.

Links falsos, programados para roubar dados dos usuários, também podem se multiplicar no período de promoções, e são disseminados por e-mail e redes sociais. Uma pesquisa da Konduto constatou que 1,43% das compras realizadas durante a Black Friday de 2018 foram feitas com cartões de crédito clonados. A pesquisa levou em consideração 2,1 milhões de compras feitas em mais de 2 mil lojistas entre a quinta-feira (22/11/2018) e o domingo (25/11/2018). No total, mais de R$ 707,2 milhões foram processados pelos sistemas da Konduto, que evitou mais de R$ 10,1 milhões de perdas decorrentes de tentativas de fraudes.

Os segmentos com maiores taxas de tentativa de fraude foram o de eletroeletrônicos (11,21%), casa ou decoração (2,89%) e esportes ou lazer (2,80%). 

ESTEJA PREPARADO E PROTEGIDO

Tentar fazer a prevenção à fraude de forma manual, sem contar com a inteligência de uma solução especializada no assunto, pode colocar a credibilidade de seu e-commerce em risco. Já que a Black Friday é a segunda maior data em vendas no Brasil, é melhor estar preparado para ter somente lucros e não prejuízos.

A Emailage possui o Email Risk Score, um produto desenvolvido especialmente para uma maior proteção das vendas on-line. Criamos um perfil multidimensional associado a um endereço de e-mail e calculamos um score preditivo de risco. Através da combinação de uma rede global de dados com machine learning, conseguimos analisar mais de 150 informações relacionadas a um único endereço de e-mail, identificando, em tempo real, possíveis movimentações fraudulentas.

Os clientes obtêm economias significativas a partir da identificação e interrupção dessas transações. Proteja sua empresa com a Emailage e não perca bons clientes.

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